Hoje foi o meu primeiro dia de estágio. Ouvi coisas como: “hmmm!… Estamos a fazer o inventário e extremamente ocupados, vai para o gabinete e explora os aparelhos, mexe em tudo, não tenhas medo! Carrega nos botões e vê o que acontece.”. Aqui a piqui pensa, “hmm… o aparelho mais pequeno que está aqui deve valer uns míseros 5 000 euros, por isso não deve haver problema…”. Então, deparo-me com o problema da discrepância entre os aparelhos “rústicos” da universidade, e com as “bombas electrónicas” ali dispostas à minha frente. A piqui que nunca teve medo de “tecnologias” desata a testar os ziliões de botões e opções e “ões” e “ões”…
Depois diziam-me coisas do género: “para ligares para números fixos carregas na tecla 0 e para telemóveis marcas o 28 e depois esperas e quando ouves bip-bip (mas na verdade o que ele disse mesmo foi pi-pi…) marcas o número de telemóvel e já está!”. Mais tarde apercebi-me que não era tão simples como parecia, além de ser incrivelmente difícil fazer uma chamada para telemóvel, o telefone não tinha um sistema sonoro muito bom, fazendo-me passar por surda, “Estou sim? Boa tarde,-… Estou?... Sim? Fala da-… Como? Ah! Sim…” enfim… Entretanto, deparo-me com a discrepância entre a qualidade dos aparelhos do gabinete e o mísero telefone que me confiaram…
Além de tudo isso, no meu local de trabalho é exigido o uso de uma bata. Bata essa que supostamente me teria sido fornecida… Mas não! Esqueceram-se… E o que é que uma pessoa que não tem bata faz num local em que é obrigado a usá-la? Nada! Rigorosamente nada.
Passei o resto do tempo a olhar para uma miúda vestida à Floribela versão Marilyn Manson, a tremer de frio por causa do ar condicionado, e a rogar mil pragas ao gajo que decidiu regular a temperatura, qual Homem das Neves na Idade do Gelo…
O que vale é que tenho um amigo com piscina, senão estava tudo lixado!
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