
Tudo começou no
Coliseu do Porto com
Pat Metheny na guitarra e
Brad Mehldau no piano, nos primeiros temas. Estas duas lendas do Jazz transmitiram uma profunda ligação e harmonia através dos seus instrumentos, como se o som de um, se embalasse no outro. Mais tarde, o contrabaixista Larry Grenadier e o grande baterista e percussionista
Jeff Ballard, completaram o quarteto, e juntos, tocaram em palco por cerca de duas horas e meia. Três vezes o público os chamou, três músicas “a mais” foram tocadas. “The Sound Of Water” foi um tema particularmente especial, por ter sido tocado com uma guitarra de 42 cordas. A sua sonoridade aproxima-se da de uma harpa e sugere quedas de água. Foi incrível sentir a enorme plateia emudecer e deixar-se envolver pelo dedilhar de um dos melhores músicos de Jazz norte-americanos.
Depois do Jazz, seguiu-se uma passagem pelo
Contagiarte, para dar uma espreitadela nos desenhos do Mr. P que lá estão espalhados pelas paredes. O nome da exposição é “No Heart Feelings” embora não esteja explícito em lado nenhum…Parabéns Mr. P e não te preocupes, porque eu acredito na tua sanidade mental.
Ainda com a energia no auge, demos um saltinho no
Plano B onde encontrei as pessoas que estava menos à espera de encontrar. Vizinhos de infância, amigos do curso, tudo e mais alguma coisa. Muitos abraços e beijinhos e muitas saudades dilaceradas.
Para finalizar, já em casela e mesmo mesmo antes de adormecer, o zapping parou na RTP África com o documentário “Não me obriguem a vir para a rua gritar”, sobre a vida e obra desse grande Zeca Afonso. E que bem que me soube…
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