17 de dezembro de 2007
16 de novembro de 2007
A Incompetência do Hélder Guimarães

The John Scofield Trio plus Horns “This meets That”
John Scofield GuitarraSteve Swallow Contrabaixo
Bill Stewart Bateria
Phil Grenadier Trompete e Flugelhorn
Eddie Salkin Saxofone Tenor, Flauta e Flauta Alta
Frank Vacin Saxofone Barítono e Clarinete Baixo
Bucket
Um balde divide o mundo. Havendo um balde, há o que está dentro e o que está fora. De pernas para o ar é um banco. Com um pé dentro é um gag antigo. Empilhados uma torre. Numa loja de cristais é um erro, na construção civil uma constante, se tiver um furo é inútil, se tiver muitos, dependurado num ramo de árvore, é um chuveiro. Há baldes que são dois, meio balde de detergente, meio balde de água limpa. Alguns têm tampa, outros têm rodas, quase todos têm asas. Transportam água, guardam o leite e um balde foi á lua e voltou cheio de pedras lunares. Um balde é também um bom ponto de partida para as histórias que se querem contar.4 de novembro de 2007
28 de outubro de 2007
Maratona de Nova Iorque
Quem diria, que ao entrar no pequeno Auditório do Centro Cultural Vila Flor, iria deparar-me com o Mário (Rodrigo Santos) estatelado no chão e o Simão (Hélder Guimarães) cheio de energia e preparadíssimo para treinar para a Maratona de Nova Iorque?...Um, com a pica toda e outro, sem pica nenhuma.
Uma corrida, que em 60 minutos de peça, durou 50... (Aplausos!).
Uma corrida de amigos, de irmãos.
Um objectivo, que no final se transforma.
Uma surpresa e boa!
Impecável...
Maratona de New York de Edoardo Erba
Tradução Clara Rowland
Encenação Jonathan Humphreys
Com Rodrigo Santos e Hélder Guimarães
Cenografia, adereços e figurinos Fabrice Serafino
Iluminação Pedro Carvalho
Som e Música Pedro Pires Cabral
Assistência de encenação Ricardo Correia
Oralidade José Eduardo Silva
Produção executiva A Oficina
23 de outubro de 2007
22 de outubro de 2007
19 de outubro de 2007
Helder Guimarães
Xaraaaan!!
17 de outubro de 2007
14 de outubro de 2007
11 de outubro de 2007
"The Inner Life of Martin Frost" de Paul Auster
"David Thewlis (Martin) e Irène Jacob (Claire), em "A Vida Interior de Martin Frost"Martin Frost (David Thewlis) é um escritor de sucesso que acaba de publicar um livro e decide tirar um tempo de descanso numa casa de campo. No primeiro amanhecer descobre, espantado, uma mulher misteriosa e admirável (Irène Jacob) deitada a seu lado. Fascinado pela beleza e pela inteligência da mulher, Martin apaixona-se por ela. Tinha encontrado a musa que haveria de levá-lo a escrever a sua obra mais perfeita.Mas quem é esta estranha mulher que conhece na perfeição a vida e o trabalho dele? Será ela realmente uma musa? Será pura imaginação? Será um fantasma que de mansinho se infiltrou na vida interior de Martin Frost?"
Realizador: Paul Auster
Elenco: Sophie Auster, Michael Imperioli, Irène Jacob e David Thewlis
Produtor: Paulo Branco e Paul Auster
9 de outubro de 2007
8 de outubro de 2007
Clases de Español
El perro de San Roque no tiene rabo porque Ramón Ramirez lo ha cortado.
São estas coisas que nos metem na cabeça, pah!...
P. S. - Parabéns ao macaquinho mai' lindo do mundo!! Bien venido cassulinho...
6 de outubro de 2007
Real Gana Assoc. Rec.

4 de outubro de 2007
Periclitâncias
... Posso cortar-lhe o pescoço?!?!?
... Bah...
2 de outubro de 2007
1 de outubro de 2007
30 de setembro de 2007
Immigrant
That they are encouraging for people to come down here and work.
And then we went to the embassy and they showed us Kew Garden pictures
and pictures of the various parts of England,
That it is all that beautiful and everything is just right
And that’s what we just applied for the voucher.
You burn my flame within your hands
You know when my destiny falls
This time has insecurity
I feel, makes me restless inside
Will you take me there
To a distant place I’ve never been before
I could leave this world
I could follow you like oceans to the shore
You could take me there
Make the rivers of my mind flow to my dreams
You hold your secrets from my eyes
You see where the furthest rain falls
The day breaks over in the streams
You know where my rivers will flow
Will you take me there
To a distant place I’ve never been before
I could leave this world
I could follow you like oceans to the shore
You could take me there
Make the rivers of my mind flow to my dreams
And I dream of places far from here
And I call your name into the wind
And I wish the night would take me to another world
Where no one knows a face or asks your name
Will you take me there
To a distant place I’ve never been before
I could leave this world
I could follow you like oceans to the shore
You could take me there
Make the rivers of my mind flow to my dreams
Make the rivers flow
Immigrant, Beyond Skin, Nitin Sawhney
28 de setembro de 2007
Parabéns mushi!!
Já foi o telefonema, mas aqui te presto a minha humilde homenagem.
És uma constante no meu pensamento.
Parabéns a você... :)
24 de setembro de 2007
Diz que vou ter que...
... aprender técnicas raras de manipulação.
Libertinices
O LIBERTINO PASSEIA POR BRAGA, A IDOLÁTRICA, O SEU ESPLENDOR (1970) AMANHÃ MESMO MORRERÁS!
23 de setembro de 2007
Certainly not me
Certainly not me
Who told you that it was alright to love me
Certainly not me
I was not looking for no love affair
And now you wanna fix me
I was not looking for no love affair
And now you want to mold me
Was not looking for no love affair
Now you wanna kiss me
Was not looking for no love affair
And now you wanna control me
Hold me
Youre really trying to get creative with me love
And thats alright, but
You tried to get a little tricky turned my back
And then you slipped me a mickey.
The world is mine
When I wake up
I dont need nobody telling me the time
Certainly, certainly, certainly not me
Who gave u permission to rearrange me
Certainly not me
Who told you that it was alright to love me
Certainly not me
I was not looking for no love affair
Certainly, certainly, certainly not me
Erykah Badu, Baduizm
21 de setembro de 2007
20 de setembro de 2007
Saudade
Foram beijos que nunca mais vão ser dados.
19 de setembro de 2007
Franz Kafka (1883-1924)
18 de setembro de 2007
17 de setembro de 2007
Pioravante marche
Tudo desde sempre. Nunca outra coisa. Mas nunca tão falhada. Pior falhada. Com cuidado nunca pior falhada.
Luz obscura origem desconhecida. Sabe-se o mínimo. Não não se saber nada. Seria esperar de mais. Quando muito o mínimo dos mínimos. Maximamente menos que o mínimo dos mínimos.
Não haver alternativa senão ficar de pé. Dalgum modo levantar e ficar de pé. Dalgum modo ficar de pé. Ou isso ou gemer. O gemido que de longe tão longo vem. Não. Gemido nenhum. Dor simplesmente. Levantado simplesmente. Um tempo para tentar como. Tentar ver. Tentar dizer. Como a princípio esteve deitado. Depois de algum modo se ajoelhou. Pouco a pouco. E em diante a partir daí. Pouco a pouco. Até se levantar por fim. Não agora. Agora falhar melhor pior.
Um outro. Dizer um outro. Cabeça afundada em mãos paralisadas. Vértice vertical. Olhos cerrados. Sede de tudo. Embrionária de tudo.
Isto não tem futuro. Infelizmente tem.
Samuel Beckett (1906-1989)
15 de setembro de 2007
11 de setembro de 2007
10 de setembro de 2007
Quem comeu...
... dias complicados...
7 de setembro de 2007
O Caderno Vermelho - 6
Na mesma ordem de ideias, embora abrangendo um período de tempo muito curto (alguns meses em vez de vinte anos), um outro amigo, R., falou-me de um livro marginal que ele tentava localizar sem sucesso, esquadrinhando livrarias e catálogos à procura daquilo que devia ser uma obra admirável que ele ansiava ler; e contou-me como, uma tarde em que fazia o seu caminho pelo centro da cidade, tomou um atalho para a Grand Central Station, subiu o lanço de escadas que levava à Vanderbilt Avenue, e viu de repente uma jovem ao lado do friso de mármore com um livro à frente dela: o mesmo livro que ele tão desesperadamente tentava encontrar.Embora não tivesse por hábito dirigir a palavra a desconhecidos, R. estava demasiado atordoado pela coincidência para ficar calado.
«Acredite ou não», disse à jovem, «tenho andado à procura desse livro por toda a parte».
«É maravilhoso», respondeu a jovem, «acabei agora mesmo de o ler.»
«Sabe dizer-me onde poderei encontrar outro exemplar?» perguntou R. «Não consigo explicar-lhe o que isso significaria para mim.»
«Este é para si» respondeu a mulher.
«Mas é seu» replicou R.
«Era meu,» disse a mulher «mas agora já acabei de o ler. Vim aqui hoje para lho dar.»
Paul Auster (1947)
30 de agosto de 2007
Loucos e Santos
25 de agosto de 2007
Parabéns miss J.
23 de agosto de 2007
Ultimatum Futurista
Acabemos com este maelstrom de chá morno!
Mandem descascar batatas simbólicas a quem disser que não há tempo para a criação!
Transformem em bonecos de palha todos os pessimistas e desiludidos!
Despejem caixotes de lixo à porta dos que sofrem da impotência de criar!
Rejeitem o sentimento de insuficiência da nossa época!
Cultivem o amor do perigo, o hábito da energia e da ousadia!
Virem contra a parede todos os alcoviteiros e invejosos do dinamismo!
Declarem guerra aos rotineiros e aos cultores do hipnotismo!
Livrem-se da choldra provinciana e da safardanagem intelectual!
Defendam a fé da profissão contra atmosferas de tédio ou qualquer resignação!
Façam com que educar não signifique burocratizar!
Sujeitem a operação cirúrgica todos os reumatismos espirituais!
Mandem para a sucata todas as ideias e opiniões fixas!
Mostrem que a geração portuguesa do século XXI dispõe de toda a força criadora e construtiva!
Atirem-se independentes prá sublime brutalidade da vida!
Dispensem todas as teorias passadistas!
Criem o espírito de aventura e matem todos os sentimentos passivos!
Desencadeiem uma guerra sem tréguas contra todos os "botas de elástico"!
Coloquem as vossas vidas sob a influência de astros divertidos!
Desafiem e desrespeitem todos os astros sérios deste mundo!
Incendeiem os vossos cérebros com um projecto futurista!
Criem a vossa experiência e sereis os maiores!
Morram todos os derrotismos! Morram! PIM!
P O E T A
F U T U R I S T A
E
T U D O
Micas
20 de agosto de 2007
1095
in Ofício de Trevas 5, 1973, Camilo José Cela (1916-2002)
18 de agosto de 2007
CD "móbile" do mês
Nitin Sawhney - Beyond Skin As músicas de Beyhond Skin passeiam-se pelo hip-hop, étnico, drum'n'bass, r&b/jazz, acompanhadas por grandes vozes. Um medley contemporâneo lindamente conjugado com boas letras.
Para bom entendedor, meia palavra basta...
17 de agosto de 2007
Every existing thing
prolongs itself out of weakness,
and dies by chance
in Nausea, New York, 1964, Jean-Paul Sartre (1905-1980)
12 de agosto de 2007
Coca Cola
Os PARABÉNS ao meu maninho, que foi o 2º melhor a nível nacional, em termos de quantidade e volume de promoções da Coca Cola... Já cheira a promoção e pelos vistos a uma viagem a Nova Iorque para duas pessoas...
Quem pode, pode!
You give a little love and it all comes back tou you, la la laa la-la la la laa
8 de agosto de 2007
D-O-M-I-N-G-U-E-I-R-O-S toda a semana
Há várias razões para a minha "perplexidão". Em primeiro lugar, o tempo chuvoso que esteve nos meses de Junho e Julho... Andava tudo maluco com as mudanças de temperatura! O "sol" e a "chuva" devem ter feito qualquer tipo de aposta ou brincadeira, para ver que tipo de efeitos iriam surtir nas pessoas. "'Bora lá fazer um braço de ferro" ou um jogo de setas ou um joguinho de poker. Quem perder, amanha trabalha! E o povo que se lixe...
Depois, uma pessoa começa a trabalhar, e perde completa noção de estar num período (e clima) em que normalmente estaria de férias... É que nem nos dias da semana se safa! No mês de Agosto, simplesmente não há dias úteis na praia (nem em lado nenhum). É sempre fim-de-semana, portanto há sempre domingueiros.
É muito bonito viver perto da praia, mas "raisparta" os domingueiros e a velocidade inferior a 50 Km/h! Não se admite que leve 45 minutos a percorrer um caminho que, por norma, se faz em 10! Adoro o Verão, adoro a praia e não sou xenófoba, mas é mesmo preciso aclamar a santidade da paciência para aturar tal fenómeno!!
Enquanto isso, vemo-nos no Palácio de Cristal ou no Parque da Lavandeira e aí sim, "fica tudo bem com as pessoas"!
7 de agosto de 2007
6 de agosto de 2007
Ricardo Leite na Tertúlia Castelense
Não podia deixar de revelar esta pérola que encontrei no you tube! Eu estive lá :)
Life On Mars
Quando as coisas do coração
Não conseguem compreender
Minha mente não faz questão
E nem tem forças para obedecer
Quantos sonhos já destruí
E deixei escapar das mãos
Se o futuro é se permitir
Não pretendo viver em vão
Meu amor, não estamos sós
Tem um mundo a esperar por nós
No infinito do céu azul
Pode ter vida em Marte
Então, vem cá me dá a sua língua
Então vem, eu quero abraçar você
Seu poder vem do sol
Minha medida
Então vem, vamos viver a vida
Então vem, senão eu vou perder quem sou
Vou querer me mudar para uma life on mars
Quando coisas do coração
Não conseguem compreender
Ou que a mente não faz questão
Nem tem forças para obedecer
Quantos sonhos já destruí
E deixei escapar das mãos
Se o futuro é se permitir
Não pretendo viver em vão
Meu amor, não estamos sós
Tem um mundo a esperar por nós
No infinito do céu azul
Pode ter vida em Marte
Então vem cá, me dá a sua língua
Então vem, senão eu vou perder quem sou
Seu poder vem do sol
Minha medida
Então vem, vamos viver a vida
Meu bem, senão eu vou perder quem sou
Vou querer me mudar para uma life on mars
3 de agosto de 2007
2 de agosto de 2007
Salvador Dali
1 de agosto de 2007
Existencialismos
in L’Existentialisme est un Humanisme, Les Éditions Nagel, Paris, 1970, Jean-Paul Sartre (1905-1980)
27 de julho de 2007
Hoje vamos todos...
E a que horas?
Às 23.30...
E onde?
Não... não é no Farol! É (e como não podia deixar de ser) na Tertúlia Castelense...
Oh yeah
26 de julho de 2007
24 de julho de 2007
17 de julho de 2007
First Day
Depois diziam-me coisas do género: “para ligares para números fixos carregas na tecla 0 e para telemóveis marcas o 28 e depois esperas e quando ouves bip-bip (mas na verdade o que ele disse mesmo foi pi-pi…) marcas o número de telemóvel e já está!”. Mais tarde apercebi-me que não era tão simples como parecia, além de ser incrivelmente difícil fazer uma chamada para telemóvel, o telefone não tinha um sistema sonoro muito bom, fazendo-me passar por surda, “Estou sim? Boa tarde,-… Estou?... Sim? Fala da-… Como? Ah! Sim…” enfim… Entretanto, deparo-me com a discrepância entre a qualidade dos aparelhos do gabinete e o mísero telefone que me confiaram…
Além de tudo isso, no meu local de trabalho é exigido o uso de uma bata. Bata essa que supostamente me teria sido fornecida… Mas não! Esqueceram-se… E o que é que uma pessoa que não tem bata faz num local em que é obrigado a usá-la? Nada! Rigorosamente nada.
Passei o resto do tempo a olhar para uma miúda vestida à Floribela versão Marilyn Manson, a tremer de frio por causa do ar condicionado, e a rogar mil pragas ao gajo que decidiu regular a temperatura, qual Homem das Neves na Idade do Gelo…
O que vale é que tenho um amigo com piscina, senão estava tudo lixado!
16 de julho de 2007
A Waltz for a Night
Let me sing you a waltz
Out of nowhere, out of my thoughts
Let me sing you a waltz
About this one night stand
You were for me that night
Everything I always dreamt of in life
But now you're gone
You are far gone
All the way to your island of rain
It was for you just a one night thing
But you were much more to me
Just so you know
I don't care what they say
I know what you meant for me that day
I just wanted another try
I just wanted another night
Even if it doesn't seem quite right
You meant for me much more
Than anyone I've met before
One single night with you little Jesse
Is worth a thousand with anybody
I have no bitterness, my sweet
I'll never forget this one night thing
Even tomorrow, another arms
My heart will stay yours until I die
Let me sing you a waltz
Out of nowhere, out of my blues
Let me sing you a waltz
About this lovely one night stand
Julie Delpy no delicioso filme "Before Sunset"
14 de julho de 2007
12 de julho de 2007
Lost In Translation
-Hmm... You're not hopeless.
10 de julho de 2007
9 de julho de 2007
Vamos, Nina
¿de qué vergüenza entenderá
el mala bestia de ese bar
que te pateó y que te escupió?
Acariciale el piojo al perro
que tenés, y le decís
que entre la mugre te encontraste
un hombro amigo en que morir.
Abrí las cuencas de los ojos,
bien abiertas y arrojá
de un solo vómito brutal
tu soledad y ¡vamonós!
Mirá que linda estás
con tu ternura en pie,
y no estás sola, Nina, no,
yo estoy con vos.
Nina,
no llorés, mordete los ojos,
cachame las manos bien fuerte,
si viene la muerte, mangala:
que pague, de prepo y de a uno
los días felices que debe.
Mi Nina,
con cabezas de paloma
correremos hasta nunca
por la tumba de los pájaros mendigos
que encontraron la salida
y saldremos de la roña
dandos saltos, transparentes,
inmortales, ¡vamos, Nina!¡
Vamos, Nina!,
corramos, mi vieja, corramos.
Si el viento te enreda el harapo,
si el frío te llaga las piernas,
no aflojes ni pares ni vuelvas,
ni esperes, gimas, corre, ¡corré!
No te avergüences Nina, no,
que nadie sabe bien quién es.
Mirá si soy el dios capaz
de hacer mil panes con un pan,
y vos la loca que una vez
roció sus trapos con alcohol,
y se incendió para no ver
los presidentes que se van.
Mirame, hermana, no temblés,
no tengas miedo de morir,
los vivos oyen a sus muertos
y hoy, por fin, nos van a oír.
Mirá qué linda está
tu dignidad en pie,
y no estás sola, Nina, no,
yo estoy con vos.
¡Vamos, Nina!, ¡vamos, Nina!,
no aflojes, ni pares, ni vuelvas,
ni esperes, ni gimas, corré, ¡corré!
Astor Piazzola
Daquelas Noites
7 de julho de 2007
Dúvida
Não posso duvidar dos meus conhecimentos sem os afirmar repetidamente, num ciclo vicioso de afirmações e negações sucessivas. Mas “não se pode negar sem afirmar a negação, sem afirmar portanto alguma coisa”. Então, aquilo que constato, é que há uma impossibilidade de descobrir o que quer que seja por uma via em cuja definição está contida uma autocontradição…
Descartes diz-nos: “Não posso duvidar de que duvido no instante em que duvido”, ou seja, a única certeza que tem, é que duvida no instante em que não tem a certeza!
A dúvida é uma dúvida por si só… Alguém me ajude nesta (auto) definição…
6 de julho de 2007
Tudo bem
Como exercício de prosa
Admitamos que não está mal
Eu podia ser mais crítico
Mas não me apetece
Não quero ser original
Tudo bem
Se me perguntas porquê
Eu respondo que é igual
Sou um observador comum
Com tendência para o compromisso
Tenho visão bilateral
E ninguém me pode negar o prazer da tua companhia
Sou o teu amigo público
Número não sei quantos milhões e mais alguns mil
Sou teu fã de nascença
Em permanente sintonia
Sempre pronto para tudo
Do mais sublime ao mais vil
Tudo bem
Aqui ninguém me conhece
Vou ser quem eu quiser
Vou seguir a minha pista
Abraçando o meu par
Fechar os olhos e ver
Tudo bem
Eu vejo alguém acordado
Vejo alguém a sonhar
Alguém voando na rua
Alguém andando no mar
E vejo alguém a duvidar
E ninguém me pode negar o prazer da tua companhia
Sou o teu amigo público
Número não sei quantos milhões e mais alguns mil
Sou teu fã de nascença
Em permanente sintonia
Sempre pronto para tudo
Do mais sublime ao mais vil
Tudo bem
A chama tem que existir
Faça chuva ou faça sol
Nas mais sinistras mentes
Nos corpos mais angelicais
Nas rendas do meu lençol
Tudo bem
Os morangos estão lá
Para quem os souber encontrar
Eternamente vermelhos
Despidos e sujos
Sem nada a declarar
E ninguém me pode negar o prazer da tua companhia
Sou o teu amigo público
Número não sei quantos milhões e mais alguns mil
Sou teu fã de nascença
Em permanente sintonia
Sempre pronto para tudo
Do mais sublime ao mais vil
Sempre pronto para tudo
Do mais sublime ao mais vil.
Tudo Bem (Os Morangos Estão Lá) , Jorge Palma
4 de julho de 2007
3 de julho de 2007
Compreender
1 de julho de 2007
Eeny Meeny Miny Moe
Gostava de fazer um "forward" rapidinho na minha vida, só até amanhã...
Depois ponho um longo "pause" em dia de sol e boa praia.
foto by missEd
26 de junho de 2007
Hable con ella
Dicen que por las noches
No más se le iba en puro llorar
Dicen que no comia
No mas se le iba en puro tomar
Juran que el mismo cielo
Se extremecia al oir su llanto
Como sufria por ella
Que hasta en su muerte la fue llamando
Ay, ay, ay, ay, ay
Cantaba
Ay, ay, ay, ay, ay
Gemia
Ay, ay, ay, ay, ay
Cantaba
De pasion mortal Moria
Que una paloma triste
Muy de mañana le va a cantar
A la casita sola
Con las puertitas de par en par
Juran que esa paloma
No es otra cosa mas que su alma
Que todavia la espera
A que regrese la desdichada
Cucurrucucu
Paloma
Cucurrucucu
No llores
Las piedras jamás
Paloma
Que van a saber
De amores
21 Grams
Everyone.
And how much fits into 21 grams?... How much is lost?... When do we lose 21 grams?... How much goes with them?... How much is gained?... How much is gained?...
Twenty-one grams.
The weight of a stack of five nickels.
The weight of a hummingbird.
A chocolate bar.
How much did 21 grams weigh?
"Intervalo"
25 de junho de 2007
My sweet Diva...
You took my love and now you're gone
Since I fell for you
Love brings such misery and pain
I guess I'll never be the same
Since I fell for you
It's so bad, It's so sad
I'm in love with you
You love me, then you snub me
But what can I do
I'm still in love with you
I guess I'll never see the light
I get the blues 'bout every night
Since I fell for you
Since I fell for you
"Since I Fell For You", Sugar in my Bowl, Nina Simone (1933-2003)
23 de junho de 2007
21 de junho de 2007
A partir de um certo ponto não há mais retorno.
Franz Kafka (1883-1924)
20 de junho de 2007
Seu Jorge "Cru"

Maré de Sorte
Ponto nr. 1 - Tive uma óptima proposta de emprego
Ponto nr. 2 - Ganhei ao jogo
Ponto nr. 3 - Não tenho ninguém, mas também não sofro por ninguém
Quando a esmola é grande, o pobre desconfia...
O que virá aí?...
19 de junho de 2007
17 de junho de 2007
Eco
Para relatar a história da minha vida, devo recuar alguns anos. Se me fosse possível, deveria retroceder ainda mais, à primeira infância, ou mais ainda, aos primórdios da minha ascendência.
Não posso agir assim, e os próprios poetas não o conseguem. A minha história é, no entanto, para mim, mais importante do que a de qualquer outro autor, pois é a minha própria história, e a de um homem – não a de um personagem inventado, possível ou inexistente em qualquer outra forma, mas a de um homem real, único e vivo.
Hoje sabe-se cada vez menos o que isso significa, o que seja um homem realmente vivo, e que se entrega à morte sob o fogo da metralha a milhares de homens, cada um dos quais constitui um ensaio único e precioso da Natureza. Se não passássemos de indivíduos isolados, se cada um de nós pudesse realmente ser varrido por uma bala de fuzil, não haveria sentido algum em relatar histórias.
Herman Hesse (1877-1962), in “Demian”









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Era uma vez no Porto





