
22 de outubro de 2007
19 de outubro de 2007
Helder Guimarães
Clap clap clap para mais um "Intervalo" do Sr. Mágico e aqui vai um pequeno grande bónus...
Xaraaaan!!
Xaraaaan!!
17 de outubro de 2007
14 de outubro de 2007
11 de outubro de 2007
"The Inner Life of Martin Frost" de Paul Auster
"David Thewlis (Martin) e Irène Jacob (Claire), em "A Vida Interior de Martin Frost"Martin Frost (David Thewlis) é um escritor de sucesso que acaba de publicar um livro e decide tirar um tempo de descanso numa casa de campo. No primeiro amanhecer descobre, espantado, uma mulher misteriosa e admirável (Irène Jacob) deitada a seu lado. Fascinado pela beleza e pela inteligência da mulher, Martin apaixona-se por ela. Tinha encontrado a musa que haveria de levá-lo a escrever a sua obra mais perfeita.Mas quem é esta estranha mulher que conhece na perfeição a vida e o trabalho dele? Será ela realmente uma musa? Será pura imaginação? Será um fantasma que de mansinho se infiltrou na vida interior de Martin Frost?"
Realizador: Paul Auster
Elenco: Sophie Auster, Michael Imperioli, Irène Jacob e David Thewlis
Produtor: Paulo Branco e Paul Auster
9 de outubro de 2007
8 de outubro de 2007
Clases de Español
El cenicero de Secília es de color azul cielo.
El perro de San Roque no tiene rabo porque Ramón Ramirez lo ha cortado.
São estas coisas que nos metem na cabeça, pah!...
P. S. - Parabéns ao macaquinho mai' lindo do mundo!! Bien venido cassulinho...
El perro de San Roque no tiene rabo porque Ramón Ramirez lo ha cortado.
São estas coisas que nos metem na cabeça, pah!...
P. S. - Parabéns ao macaquinho mai' lindo do mundo!! Bien venido cassulinho...
6 de outubro de 2007
Real Gana Assoc. Rec.

Ontem, em mais uma noite de actuação da Real Gana Assoc. Rec., na Tertúlia Castelense, vieram-me as lágrimas aos olhos e inícios de cãibras na traqueia e músculos abdominais de tanto rir. Os meninos estavam inspiradíssimos e cheios de vida!! Desde o ketchup associado a Salazar (muito bom, por sinal!!), à análise do humor que os legumes provocam, à Susana que não era suposto saber que o cão que tinha sido morto à paulada, às instruções do Un Braw (tão difícieis de conseguir), o número 57... etc etc etc. Para quem conhece, ainda bem. Para quem não conhece, que "se ajeite" porque estes meninos são pequenos diamantes por lapidar e até ao próximo espectáculo, mãozinhas inquietas, olhinhos abertos e ouvidos atentos. "Ahpoijé"... É que se não o fizerem, vocês próprios poderão tornar-se uma vítima da Real Gana Assoc. Rec., e nesse caso, só terão que aguardar as graves consequências...
Um bem haja à Real Gana Assoc. Rec. e à Tertúlia Castelense. Espero visitar-vos brevemente.
4 de outubro de 2007
Periclitâncias
O que faço a alguém que pode interferir negativamente na minha vida?....
... Posso cortar-lhe o pescoço?!?!?
... Bah...
... Posso cortar-lhe o pescoço?!?!?
... Bah...
2 de outubro de 2007
1 de outubro de 2007
30 de setembro de 2007
Immigrant
Also heavily advertised in the local newspapers in Delhi
That they are encouraging for people to come down here and work.
And then we went to the embassy and they showed us Kew Garden pictures
and pictures of the various parts of England,
That it is all that beautiful and everything is just right
And that’s what we just applied for the voucher.
You burn my flame within your hands
You know when my destiny falls
This time has insecurity
I feel, makes me restless inside
Will you take me there
To a distant place I’ve never been before
I could leave this world
I could follow you like oceans to the shore
You could take me there
Make the rivers of my mind flow to my dreams
You hold your secrets from my eyes
You see where the furthest rain falls
The day breaks over in the streams
You know where my rivers will flow
Will you take me there
To a distant place I’ve never been before
I could leave this world
I could follow you like oceans to the shore
You could take me there
Make the rivers of my mind flow to my dreams
And I dream of places far from here
And I call your name into the wind
And I wish the night would take me to another world
Where no one knows a face or asks your name
Will you take me there
To a distant place I’ve never been before
I could leave this world
I could follow you like oceans to the shore
You could take me there
Make the rivers of my mind flow to my dreams
Make the rivers flow
Immigrant, Beyond Skin, Nitin Sawhney
That they are encouraging for people to come down here and work.
And then we went to the embassy and they showed us Kew Garden pictures
and pictures of the various parts of England,
That it is all that beautiful and everything is just right
And that’s what we just applied for the voucher.
You burn my flame within your hands
You know when my destiny falls
This time has insecurity
I feel, makes me restless inside
Will you take me there
To a distant place I’ve never been before
I could leave this world
I could follow you like oceans to the shore
You could take me there
Make the rivers of my mind flow to my dreams
You hold your secrets from my eyes
You see where the furthest rain falls
The day breaks over in the streams
You know where my rivers will flow
Will you take me there
To a distant place I’ve never been before
I could leave this world
I could follow you like oceans to the shore
You could take me there
Make the rivers of my mind flow to my dreams
And I dream of places far from here
And I call your name into the wind
And I wish the night would take me to another world
Where no one knows a face or asks your name
Will you take me there
To a distant place I’ve never been before
I could leave this world
I could follow you like oceans to the shore
You could take me there
Make the rivers of my mind flow to my dreams
Make the rivers flow
Immigrant, Beyond Skin, Nitin Sawhney
28 de setembro de 2007
Parabéns mushi!!
Eu sei, eu sei... não é dia 25 e a missEd merecia uma porradinha por ter "retardado o dia em que se lembrou" do aniversário da mushi....
Já foi o telefonema, mas aqui te presto a minha humilde homenagem.
És uma constante no meu pensamento.
Parabéns a você... :)
Já foi o telefonema, mas aqui te presto a minha humilde homenagem.
És uma constante no meu pensamento.
Parabéns a você... :)
24 de setembro de 2007
Diz que vou ter que...
... organizar o horário de trabalho com o patraozinho em função dos espectáculos que "andem aí" este próximo mês...
... aprender técnicas raras de manipulação.
... aprender técnicas raras de manipulação.
Libertinices
O LIBERTINO PASSEIA POR BRAGA, A IDOLÁTRICA, O SEU ESPLENDOR (1970) Outubro, 15. Noite em Vieira do Minho friorenta e agitada por pesadelos, incongruências, palpitações. Já de madrugada, O Mensageiro das Trevas aparece-me na cama, agarra-me quase ao colo com os seus dedos de aço nos braços e diz-me baixo, numa voz irónica mas simpática (ou cínica e trocista?): "Ontem (referência, parece, a um sonho meu da véspera, em que me surgira A Morte, com a sua caveira comum, de dentuça à mostra, cara desgraçada!), ontem viste-me com a minha triste cara verdadeira, hoje venho alegre (a face dele era uma máscara apalhaçada, coberta de giz) mas é para te dar uma má notícia, coitado:
AMANHÃ MESMO MORRERÁS!
(...)
Mas passam por mim duas miúdas: uma, grande cu descaído, badalhoca de cara, trouxa de carne a dar às pernas - é a que me tenta; outra, muito compostinha no trajar, casaco preto, saia branca ou creme, muito viva, muito espevitada. Atiro pontaria na badalhoca, a ver se avanço depressa o negócio, jogando no ganha-perde da beleza física e no cálculo das probabilidades dos complexos das feias. Vou-as seguindo, de rabo alçado como um garanhão, e a gorduchona já me topou. Olha para trás, por vezes. Já comunicou à parceira. A andar, a andar, chegamos a uma espécie de logradouro público, com certo ar antiquado e bancos largos de pedra, onde finda a linha dos eléctricos para o estádio (vejo o nome, Estádio 28 de Maio, oh a Política!, ah! ah!, isto só em Braga). Mas agora o grupo das meninas complicou-se: entrou por ali uma velha gorda, e inútil, e naturalmente sabichona e danada por invejar o prazer dos outros como é próprio de velhas; com ela, e tão empatas como ela, duas estúpidas de duas garotitas, broncas e também inúteis para questões de sexo. Sento-me num banco e faço de grão-senhor, porque assim disfarço as calças rotas no rabo. A miúda mais bonita dá-me uma chance? (será isso?). Atira-se a dizer: "Eu sento-me já aqui", e vem toda lampeira para o meu banco, mas depois passa ao do lado. Manobra provocatória, mas feita por uma quase amadora? assim o entendi, e lanço-lhe uns olhares de desfazer pedras, o meu olhar mágico, de megatoneladas de cio (assim penso, mas com as 17 ou mais dioptrias e o estigmatismo e as lentes, e as clarabóias do verde, que olhar será o meu?). A trupe das estúpidas, porém, escolhe um banco lá pro fim e depois ficam todas sentadas e de costas umas para as outras e caladas. Domingos divertidos passam estas raparigas em Braga! quase tanto como o V.S. a preparar as suas petições para o ministro limpar o rabo a elas. Crio fastio de posar ao grão-senhor, distraído e benevolente com a paisagem. E começo a deambular, de árvore para árvore, e vou comprar castanhas ao cimo duma escadaria porque as duas miúdas broncas para coisas de entre-pemas vieram também ali abastecer-se; o meu fito era chegar à fala com elas e daí às mais graudinhas. Começo a comer castanhas e fico raivoso - ou embuchado? Escrevo então dois bilhetinhos (de que desculparão o estilo parvóide: nestas coisas de engates de miúdas e, até, de graúdas, segundo opinam os entendidos, quanto mais estúpidas as declarações de amor mais resultadodão, aqui a intenção, a sugestão é tudo), em folhas arrancadas da agenda, assim: Preciso muito de falar consigo, diga-me o seu nome e morada; outro, assim: Lambia-te toda, desde as maminhas até ao pipi. Verás que gozo, é melhor que bom, em linguagem infantilizada, a ver se pega. Amachuco-os até caberem numa bolinha dentro duma casca vazia de castanha, que guardo na algibeira da blusa, ao lado da bolota que me caiu em cima dos ombros esta manhã e considero um talismã... ora agora aqui se podem rir da minha infantilidade, mas olhem que vi O Mundo a Seus Pés. Viram ? A castanha amorosa é para mandar à gorducha ou à outra, a tal compostinha, isto se chegarmos à fala, do que já começo a duvidar; sinto que estou a perder tempo (como o outro tonto, a redigir petições sinceras) e precipito os acontecimentos. Aproximo-me do banco delas e faço um jogo declarado de olhares furiosos, de cem megatoneladas, para a gorducha lorpa, que é a que me deita as trombas de frente; a outra, a sagaz, está de costas. A velha topa-me ou é informada (porque há gente capaz de tudo, seria alguma das miúdas ou das brutinhas primárias?), e resolve arrecadar o rebanho para casa. Vou-as seguindo a distância, e pelo caminho inda catrapisco umas malfeitonas que andam a saber o seu Destino numa maniqueta chegada da América que diz se o que se tem no pensamento sairá certo ou errado, e dá uma sina disparatada a cada cliente, tudo por dez tostões (esqueci-me de dizer que no caminho para lá, para o repouso ao pé do estádio, a miúda gira tinha ido consultar a maquineta, muito azougada e preocupada com o seu futuro, e foi aí, até, que reparei como era vivaz e um tanto parecida (ou não seria ilusão minha?), nos modos e cabrice, com a Geninha. Começo a ver que, com guardiã à perna e saloias até mais não, destas fulanas não levo nada. Preparo uma vingança digna dum Libertino nos domingos sonolentos de Braga. Elas vão ao fundo da avenida; então, chamo um puto com cara de esperto: "Eh pá, queres ganhar uma croa? (eu tinha só três) sim, senhora! atão, entrega esta castanha àquela menina que vai ali, de casaco preto e saia branca. Mas de modo que ninguém veja...". O puto desata numa corrida e eu atravesso logo para o outro passeio, como o bombista que se afasta dos estilhaços que ele próprio provocou. Anarquismo minhoto!
in O libertino passeia por Braga, a Idolátrica, o seu esplendor (1970), Luiz Pacheco (1925-)
23 de setembro de 2007
Certainly not me
Who gave u permission to rearrange me
Certainly not me
Who told you that it was alright to love me
Certainly not me
I was not looking for no love affair
And now you wanna fix me
I was not looking for no love affair
And now you want to mold me
Was not looking for no love affair
Now you wanna kiss me
Was not looking for no love affair
And now you wanna control me
Hold me
Youre really trying to get creative with me love
And thats alright, but
You tried to get a little tricky turned my back
And then you slipped me a mickey.
The world is mine
When I wake up
I dont need nobody telling me the time
Certainly, certainly, certainly not me
Who gave u permission to rearrange me
Certainly not me
Who told you that it was alright to love me
Certainly not me
I was not looking for no love affair
Certainly, certainly, certainly not me
Erykah Badu, Baduizm
Certainly not me
Who told you that it was alright to love me
Certainly not me
I was not looking for no love affair
And now you wanna fix me
I was not looking for no love affair
And now you want to mold me
Was not looking for no love affair
Now you wanna kiss me
Was not looking for no love affair
And now you wanna control me
Hold me
Youre really trying to get creative with me love
And thats alright, but
You tried to get a little tricky turned my back
And then you slipped me a mickey.
The world is mine
When I wake up
I dont need nobody telling me the time
Certainly, certainly, certainly not me
Who gave u permission to rearrange me
Certainly not me
Who told you that it was alright to love me
Certainly not me
I was not looking for no love affair
Certainly, certainly, certainly not me
Erykah Badu, Baduizm
21 de setembro de 2007
20 de setembro de 2007
Saudade
De um período, de um sítio, de um jogo, de um ritual, de uma tentativa fotográfica, de um grupo de pessoas incríveis, de uma caipirinha, de um puzzle, do tempo livre, de uma Paz por vezes invadida, de uma história que nunca se vai repetir mas que sempre vai perpetuar.
Foram laços que nunca vão ser cortados.
Foram beijos que nunca mais vão ser dados.
Foram beijos que nunca mais vão ser dados.
Foram amigos que por magnetismo se atrairam.
Sítios que pela beleza se visitaram.
Música... A música levada à exaustão.
O bom viver levado ao clímax.
A vida na sua mais subtil perfeição.
19 de setembro de 2007
Seria algo desesperador, se caminhasses numa planície, com a agradável sensação de estar a avançar, quando na verdade retrocedias. Como porém escalavas uma encosta abrupta, bastante inclinada, conforme por ti mesmo vista de baixo, a causa do retrocesso bem poderia ser devido à disposição do terreno. Não deves desesperar.
Franz Kafka (1883-1924)
Franz Kafka (1883-1924)
18 de setembro de 2007
17 de setembro de 2007
Pioravante marche
Aquilo levanta-se. O quê? Sim. Dizer que se levanta e fica de pé. Teve de se levantar por fim e ficar de pé. Dizer ossos. Ossos nenhuns mas dizer ossos. Dizer chão. Chão nenhum mas dizer chão. De modo a dizer dor. Mente nenhuma e haver dor? Dizer que sim que os ossos podem doer até não haver alternativa senão levantar. Dalgum modo levantar e ficar de pé. Ou melhor pior restos. Dizer restos de mente onde nenhuns para permitir a dor. Dor dos ossos até não haver alternativa senão levantar e ficar de pé. Dalgum modo levantar. Dalgum modo ficar de pé. Restos de mente onde nenhuns só para a dor poder haver. Aqui dos ossos. Outros exemplos se preciso for. De dor. Alívio de. Mudança de.
Tudo desde sempre. Nunca outra coisa. Mas nunca tão falhada. Pior falhada. Com cuidado nunca pior falhada.
Luz obscura origem desconhecida. Sabe-se o mínimo. Não não se saber nada. Seria esperar de mais. Quando muito o mínimo dos mínimos. Maximamente menos que o mínimo dos mínimos.
Não haver alternativa senão ficar de pé. Dalgum modo levantar e ficar de pé. Dalgum modo ficar de pé. Ou isso ou gemer. O gemido que de longe tão longo vem. Não. Gemido nenhum. Dor simplesmente. Levantado simplesmente. Um tempo para tentar como. Tentar ver. Tentar dizer. Como a princípio esteve deitado. Depois de algum modo se ajoelhou. Pouco a pouco. E em diante a partir daí. Pouco a pouco. Até se levantar por fim. Não agora. Agora falhar melhor pior.
Um outro. Dizer um outro. Cabeça afundada em mãos paralisadas. Vértice vertical. Olhos cerrados. Sede de tudo. Embrionária de tudo.
Isto não tem futuro. Infelizmente tem.
Samuel Beckett (1906-1989)
Tudo desde sempre. Nunca outra coisa. Mas nunca tão falhada. Pior falhada. Com cuidado nunca pior falhada.
Luz obscura origem desconhecida. Sabe-se o mínimo. Não não se saber nada. Seria esperar de mais. Quando muito o mínimo dos mínimos. Maximamente menos que o mínimo dos mínimos.
Não haver alternativa senão ficar de pé. Dalgum modo levantar e ficar de pé. Dalgum modo ficar de pé. Ou isso ou gemer. O gemido que de longe tão longo vem. Não. Gemido nenhum. Dor simplesmente. Levantado simplesmente. Um tempo para tentar como. Tentar ver. Tentar dizer. Como a princípio esteve deitado. Depois de algum modo se ajoelhou. Pouco a pouco. E em diante a partir daí. Pouco a pouco. Até se levantar por fim. Não agora. Agora falhar melhor pior.
Um outro. Dizer um outro. Cabeça afundada em mãos paralisadas. Vértice vertical. Olhos cerrados. Sede de tudo. Embrionária de tudo.
Isto não tem futuro. Infelizmente tem.
Samuel Beckett (1906-1989)
15 de setembro de 2007
11 de setembro de 2007
10 de setembro de 2007
Quem comeu...
... a mousse de chocolate que ESTAVA no frigorífico hoje à hora do almoço???
... dias complicados...
... dias complicados...
7 de setembro de 2007
O Caderno Vermelho - 6
Na mesma ordem de ideias, embora abrangendo um período de tempo muito curto (alguns meses em vez de vinte anos), um outro amigo, R., falou-me de um livro marginal que ele tentava localizar sem sucesso, esquadrinhando livrarias e catálogos à procura daquilo que devia ser uma obra admirável que ele ansiava ler; e contou-me como, uma tarde em que fazia o seu caminho pelo centro da cidade, tomou um atalho para a Grand Central Station, subiu o lanço de escadas que levava à Vanderbilt Avenue, e viu de repente uma jovem ao lado do friso de mármore com um livro à frente dela: o mesmo livro que ele tão desesperadamente tentava encontrar.Embora não tivesse por hábito dirigir a palavra a desconhecidos, R. estava demasiado atordoado pela coincidência para ficar calado.
«Acredite ou não», disse à jovem, «tenho andado à procura desse livro por toda a parte».
«É maravilhoso», respondeu a jovem, «acabei agora mesmo de o ler.»
«Sabe dizer-me onde poderei encontrar outro exemplar?» perguntou R. «Não consigo explicar-lhe o que isso significaria para mim.»
«Este é para si» respondeu a mulher.
«Mas é seu» replicou R.
«Era meu,» disse a mulher «mas agora já acabei de o ler. Vim aqui hoje para lho dar.»
Paul Auster (1947)
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