23 de setembro de 2007

Certainly not me

Who gave u permission to rearrange me
Certainly not me
Who told you that it was alright to love me
Certainly not me

I was not looking for no love affair
And now you wanna fix me
I was not looking for no love affair
And now you want to mold me
Was not looking for no love affair
Now you wanna kiss me
Was not looking for no love affair
And now you wanna control me

Hold me
Youre really trying to get creative with me love
And thats alright, but
You tried to get a little tricky turned my back
And then you slipped me a mickey.

The world is mine
When I wake up
I dont need nobody telling me the time

Certainly, certainly, certainly not me

Who gave u permission to rearrange me
Certainly not me
Who told you that it was alright to love me
Certainly not me
I was not looking for no love affair

Certainly, certainly, certainly not me

Erykah Badu, Baduizm

21 de setembro de 2007

How to Cope With Death

Ignacio Ferreras

Queria...

... um picote de papocas!!

20 de setembro de 2007

Saudade

Hoje sinto saudade.
De um período, de um sítio, de um jogo, de um ritual, de uma tentativa fotográfica, de um grupo de pessoas incríveis, de uma caipirinha, de um puzzle, do tempo livre, de uma Paz por vezes invadida, de uma história que nunca se vai repetir mas que sempre vai perpetuar.
Foram laços que nunca vão ser cortados.
Foram beijos que nunca mais vão ser dados.
Foram amigos que por magnetismo se atrairam.
Sítios que pela beleza se visitaram.
Música... A música levada à exaustão.
O bom viver levado ao clímax.
A vida na sua mais subtil perfeição.

19 de setembro de 2007

Seria algo desesperador, se caminhasses numa planície, com a agradável sensação de estar a avançar, quando na verdade retrocedias. Como porém escalavas uma encosta abrupta, bastante inclinada, conforme por ti mesmo vista de baixo, a causa do retrocesso bem poderia ser devido à disposição do terreno. Não deves desesperar.

Franz Kafka (1883-1924)

Volkswagen

18 de setembro de 2007

17 de setembro de 2007

Pioravante marche

Aquilo levanta-se. O quê? Sim. Dizer que se levanta e fica de pé. Teve de se levantar por fim e ficar de pé. Dizer ossos. Ossos nenhuns mas dizer ossos. Dizer chão. Chão nenhum mas dizer chão. De modo a dizer dor. Mente nenhuma e haver dor? Dizer que sim que os ossos podem doer até não haver alternativa senão levantar. Dalgum modo levantar e ficar de pé. Ou melhor pior restos. Dizer restos de mente onde nenhuns para permitir a dor. Dor dos ossos até não haver alternativa senão levantar e ficar de pé. Dalgum modo levantar. Dalgum modo ficar de pé. Restos de mente onde nenhuns só para a dor poder haver. Aqui dos ossos. Outros exemplos se preciso for. De dor. Alívio de. Mudança de.

Tudo desde sempre. Nunca outra coisa. Mas nunca tão falhada. Pior falhada. Com cuidado nunca pior falhada.

Luz obscura origem desconhecida. Sabe-se o mínimo. Não não se saber nada. Seria esperar de mais. Quando muito o mínimo dos mínimos. Maximamente menos que o mínimo dos mínimos.

Não haver alternativa senão ficar de pé. Dalgum modo levantar e ficar de pé. Dalgum modo ficar de pé. Ou isso ou gemer. O gemido que de longe tão longo vem. Não. Gemido nenhum. Dor simplesmente. Levantado simplesmente. Um tempo para tentar como. Tentar ver. Tentar dizer. Como a princípio esteve deitado. Depois de algum modo se ajoelhou. Pouco a pouco. E em diante a partir daí. Pouco a pouco. Até se levantar por fim. Não agora. Agora falhar melhor pior.

Um outro. Dizer um outro. Cabeça afundada em mãos paralisadas. Vértice vertical. Olhos cerrados. Sede de tudo. Embrionária de tudo.

Isto não tem futuro. Infelizmente tem.

Samuel Beckett (1906-1989)

11 de setembro de 2007

Eu não sei aquilo que quero


mas sei aquilo que NÃO quero.

10 de setembro de 2007

Quem comeu...

... a mousse de chocolate que ESTAVA no frigorífico hoje à hora do almoço???

... dias complicados...

7 de setembro de 2007

O Caderno Vermelho - 6

Na mesma ordem de ideias, embora abrangendo um período de tempo muito curto (alguns meses em vez de vinte anos), um outro amigo, R., falou-me de um livro marginal que ele tentava localizar sem sucesso, esquadrinhando livrarias e catálogos à procura daquilo que devia ser uma obra admirável que ele ansiava ler; e contou-me como, uma tarde em que fazia o seu caminho pelo centro da cidade, tomou um atalho para a Grand Central Station, subiu o lanço de escadas que levava à Vanderbilt Avenue, e viu de repente uma jovem ao lado do friso de mármore com um livro à frente dela: o mesmo livro que ele tão desesperadamente tentava encontrar.
Embora não tivesse por hábito dirigir a palavra a desconhecidos, R. estava demasiado atordoado pela coincidência para ficar calado.
«Acredite ou não», disse à jovem, «tenho andado à procura desse livro por toda a parte».
«É maravilhoso», respondeu a jovem, «acabei agora mesmo de o ler.»
«Sabe dizer-me onde poderei encontrar outro exemplar?» perguntou R. «Não consigo explicar-lhe o que isso significaria para mim.»
«Este é para si» respondeu a mulher.
«Mas é seu» replicou R.
«Era meu,» disse a mulher «mas agora já acabei de o ler. Vim aqui hoje para lho dar.»

Paul Auster (1947)

30 de agosto de 2007

Loucos e Santos



Escolho os meus amigos não pela pele nem outro arquetipo qualquer, mas pela pupila.

Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.

A mim não me interessam os bons de espírito ou os maus de hábitos.

Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.

Deles nao quero respostas, quero o meu avesso.

Que me tragam dúvidas e angústias e aguentem o que há de pior em mim.

Para isso, só sendo louco.

Escolho os meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta.

Não quero só o seu ombro ou colo, quero também a sua maior alegria.

Amigo que nao ri comigo, nao sabe sofrer comigo.

Os meus amigos são todos assim: metade disparate, metade seriedade.

Não quero risos previsíveis nem choros piedosos.

Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade a sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia nao desapareça.

Nao quero amigos adultos nem chatos.

Quero-os metade infância e metade velhice.

Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto e velhos para que nunca tenham pressa.

Tenho amigos para saber quem eu sou.

Pois vendo-os loucos e santos, disparatados e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.


Oscar Wilde (1854-1900)

25 de agosto de 2007

Parabéns miss J.

Fez ontem 24 anos que boneca nasceu e 1 ano que a boneca partiu para o Japão. Felizmente já está quase quase a chegar e espero que pronta e a postos para receber uma larga dose de mimo!

I'm a charity fucker

Stowaways

23 de agosto de 2007

Ultimatum Futurista

ÀS GERAÇÕES PORTUGUESAS DO SÉC. XXI
Acabemos com este maelstrom de chá morno!
Mandem descascar batatas simbólicas a quem disser que não há tempo para a criação!
Transformem em bonecos de palha todos os pessimistas e desiludidos!
Despejem caixotes de lixo à porta dos que sofrem da impotência de criar!
Rejeitem o sentimento de insuficiência da nossa época!
Cultivem o amor do perigo, o hábito da energia e da ousadia!
Virem contra a parede todos os alcoviteiros e invejosos do dinamismo!
Declarem guerra aos rotineiros e aos cultores do hipnotismo!
Livrem-se da choldra provinciana e da safardanagem intelectual!
Defendam a fé da profissão contra atmosferas de tédio ou qualquer resignação!
Façam com que educar não signifique burocratizar!
Sujeitem a operação cirúrgica todos os reumatismos espirituais!
Mandem para a sucata todas as ideias e opiniões fixas!
Mostrem que a geração portuguesa do século XXI dispõe de toda a força criadora e construtiva!
Atirem-se independentes prá sublime brutalidade da vida!
Dispensem todas as teorias passadistas!
Criem o espírito de aventura e matem todos os sentimentos passivos!
Desencadeiem uma guerra sem tréguas contra todos os "botas de elástico"!
Coloquem as vossas vidas sob a influência de astros divertidos!
Desafiem e desrespeitem todos os astros sérios deste mundo!
Incendeiem os vossos cérebros com um projecto futurista!
Criem a vossa experiência e sereis os maiores!
Morram todos os derrotismos! Morram! PIM!


J o s é d e A l m a d a N e g r e i r o s

P O E T A
F U T U R I S T A
E
T U D O
Portugal que com todos estes senhores conseguiu a classificação do país mais atrasado da Europa e de todo o Mundo!
O país mais selvagem de todas as Áfricas!
O exílio dos degredados e dos indiferentes!
A África reclusa dos europeus!
O entulho das desvantagens e dos sobejos!
Portugal inteiro há-de abrir os olhos um dia - se é que a sua cegueira não é incurável e então gritará comigo, a meu lado, a necessidade que Portugal tem de ser qualquer coisa de asseado!
Morra o Dantas! Morra! Pim!
José de Almada Negreiros
P O E T A DE D'ORPHEU
F U T U R I S T A
E
T U D O
1915
in Manifesto anti-Dantas - Basta pum basta

Micas

A Micas caiu no percurso da minha vida no dia 10 de Janeiro de 2007. Não apareceu a voar, como é óbvio, mas foi atropelada. Saía eu do meu trabalho, ansiozinha por chegar a casa, quando vejo o animal parado mesmo no meio da via de rodagem da Avenida da Boavista, e decido parar, em plena hora de ponta, já de noite e com um frio de rachar! Quatro piscas, pára tudo, que aqui a Super missEd vai tentar tirar o animal da estrada! É certo que nessa altura ainda não me tinha apercebido das condições em que a pobre critura estava, porque mal parei o carro, o animal rastejou para trás da roda da frente, dificultando ainda mais a minha tarefa. É que além de tudo, tenho uma bruta de uma alergia ao pêlo de gato! Ou seja, um trânsito descomunal, um tempo de bater os dentes, um gato por baixo do carro e a iminência de um ataque de espirros, olhos vermelhos e comichões por todo o lado... Not good...
Feliz ou infelizmente (ainda hoje não sei) vieram em meu auxílio. Uma mulher, a miss V., "miss" porque já era divorciada (e quem precisa de saber isso?) e tinha "a filhota no carro sozinha à espera", incutindo-me a missão de salvar o animal, assegurando-me que posteriormente lhe "arranjaria um lar".
Então missEd que nunca lidou com gatos, nunca confiou em gatos, nem nunca lhes passou cartão, embrulha o animal na sua bata e parte em busca do "veterinário aberto às 20h"... Lá passou quatro dias e quatro noites.
De cada vez que entrei na clínica ia com a certeza de que ia pedir para acabar com aquele sofrimento, mas o incrível é que sempre que eu lá chegava o animal melhorava um pouquinho. E sabem que mais? O amor e o carinho curam sim! A gata recuperou totalmente, afeiçoou-se a mim e posteriormente aos meus (porque a miss V. obviamente que se cortou), já tem um namorado, um gato preto enorme chamado Fritz, trepa bogambílias, é uma miss à maneira. Eu pelo outro lado, curei-me das alergias. E esta, hein?

20 de agosto de 2007

1095

o verdugo está cabisbaixo sumido em mui profundas especulações o taxidermista florião pele de coelho ex-aluno dos jesuítas leu em voz alta uma das conclusões da informação estatística do departamento de biometria do instituto de saúde mental para os ee. uu. o adúltero que vive com a esposa é menos propenso a precisar de tratamento clínico psiquiátrico do que o adúltero que vive sozinho e não tem quem lhe seque as costas ao sair do duche o homem é animal muito delicado e frágil e a mulher obstina-se em idealizá-lo é uma velada forma de homicídio

in Ofício de Trevas 5, 1973, Camilo José Cela (1916-2002)

18 de agosto de 2007

CD "móbile" do mês

Nitin Sawhney - Beyond Skin

As músicas de Beyhond Skin passeiam-se pelo hip-hop, étnico, drum'n'bass, r&b/jazz, acompanhadas por grandes vozes. Um medley contemporâneo lindamente conjugado com boas letras.
Para bom entendedor, meia palavra basta...

17 de agosto de 2007

Every existing thing

is born without reason,
prolongs itself out of weakness,
and dies by chance

in Nausea, New York, 1964, Jean-Paul Sartre (1905-1980)

12 de agosto de 2007

Coca Cola

Os PARABÉNS ao meu maninho, que foi o 2º melhor a nível nacional, em termos de quantidade e volume de promoções da Coca Cola... Já cheira a promoção e pelos vistos a uma viagem a Nova Iorque para duas pessoas...
Quem pode, pode!

You give a little love and it all comes back tou you, la la laa la-la la la laa

8 de agosto de 2007

D-O-M-I-N-G-U-E-I-R-O-S toda a semana

Hoje para contrariar, fui à prainha. Cheia de vontade, visto o biquini, calço o chinelinho, pego na toalha, no guarda-sol e no chapéu. Pé no acelerador e siga! Quando de repente, sou obrigada a parar por uma multidão de gente e de carros até perder de vista... Ocorre-me "Pois é... Estamos em pleno Agosto!".
Há várias razões para a minha "perplexidão". Em primeiro lugar, o tempo chuvoso que esteve nos meses de Junho e Julho... Andava tudo maluco com as mudanças de temperatura! O "sol" e a "chuva" devem ter feito qualquer tipo de aposta ou brincadeira, para ver que tipo de efeitos iriam surtir nas pessoas. "'Bora lá fazer um braço de ferro" ou um jogo de setas ou um joguinho de poker. Quem perder, amanha trabalha! E o povo que se lixe...
Depois, uma pessoa começa a trabalhar, e perde completa noção de estar num período (e clima) em que normalmente estaria de férias... É que nem nos dias da semana se safa! No mês de Agosto, simplesmente não há dias úteis na praia (nem em lado nenhum). É sempre fim-de-semana, portanto há sempre domingueiros.
É muito bonito viver perto da praia, mas "raisparta" os domingueiros e a velocidade inferior a 50 Km/h! Não se admite que leve 45 minutos a percorrer um caminho que, por norma, se faz em 10! Adoro o Verão, adoro a praia e não sou xenófoba, mas é mesmo preciso aclamar a santidade da paciência para aturar tal fenómeno!!
Enquanto isso, vemo-nos no Palácio de Cristal ou no Parque da Lavandeira e aí sim, "fica tudo bem com as pessoas"!

7 de agosto de 2007

6 de agosto de 2007

Ricardo Leite na Tertúlia Castelense

Não podia deixar de revelar esta pérola que encontrei no you tube! Eu estive lá :)

Life On Mars

Quando as coisas do coração
Não conseguem compreender
Minha mente não faz questão
E nem tem forças para obedecer
Quantos sonhos já destruí
E deixei escapar das mãos
Se o futuro é se permitir
Não pretendo viver em vão

Meu amor, não estamos sós
Tem um mundo a esperar por nós
No infinito do céu azul
Pode ter vida em Marte

Então, vem cá me dá a sua língua
Então vem, eu quero abraçar você
Seu poder vem do sol
Minha medida
Então vem, vamos viver a vida
Então vem, senão eu vou perder quem sou
Vou querer me mudar para uma life on mars

Quando coisas do coração
Não conseguem compreender
Ou que a mente não faz questão
Nem tem forças para obedecer
Quantos sonhos já destruí
E deixei escapar das mãos
Se o futuro é se permitir
Não pretendo viver em vão

Meu amor, não estamos sós
Tem um mundo a esperar por nós
No infinito do céu azul
Pode ter vida em Marte

Então vem cá, me dá a sua língua
Então vem, senão eu vou perder quem sou
Seu poder vem do sol
Minha medida
Então vem, vamos viver a vida
Meu bem, senão eu vou perder quem sou
Vou querer me mudar para uma life on mars

3 de agosto de 2007

2 de agosto de 2007

Salvador Dali


Sendo eu agora uma menina trabalhadora, há que aproveitar a "folga".
Nunca gostei muito da palavra "folga" (f-o-l-g-a... não soa bem e é feia) mas desconheço outro termo que melhor se adeque, já que a "folga" tem um "pré conceito" adjacente, e para mim negativo, que significa que só tens UM dia livre por semana...
(As reticências enfatizam a minha reticência em relação a este assunto...).
Quando digo ou ouço a palavra "folga" vejo, com sentimento de tortura, passar-me à frente dos olhos o slide show de todos os preciosos fins de semana pelos quais passei e que apesar de já os valorizar na altura, agora valorizo ainda mais...
Continuando... Lá fui eu aproveitar a minha "folga" que calhou exactamente na inauguração da exposição de 285 obras de Salvador Dali, no Palácio do Freixo! Recomendo a visitinha e não há desculpas para ninguém. Crianças até aos 12 anos não pagam. Clientes da CGD, estudantes e adultos com mais de 65 anos pagam 2 míseros euros. Os restantes pagam 4 euros. Dura até 4 de Novembro, entre as 10:00 e as 22:00, e de sexta a domingo (incluindo feriados) das 10:00 às 24:00. O Palácio está restaurado e bonito. No percorrer das salas, entre os desenhos, esculturas e quadros originais, podemos sempre dar uma espreitadela pelas janelas e varandinhas com vista sobre o Douro. Entre todas as esculturas houve uma ou outra que me prenderam (mais) o olhar, "Gala Grádiva", "Elefante Cósmico" e "Dragão/Cisne/Elefante". Fora das minhas expectativas, os desenhos que mais me chamaram a atenção foram algumas litografias de um total de 150, num dos trabalhos gráficos mais destacados de Salvador Dali, a "Bíblia Sagrada".
À saída fui muito bem recebida por um solzinho maravilhoso e cerca de 20 puffs coloridos preparadinhos para missEd relaxar a pernoca. Ui ca bom!

"Situações" tristes...

- Será necessário o comentário?
-...
-Bem me pareceu.



1 de agosto de 2007

Existencialismos

foto by missEd

O homem é tão somente, não apenas como ele se concebe, mas também como ele se quer; como ele se concebe após a existência, como ele se quer após esse impulso para a existência. O homem nada mais é do que aquilo que ele faz de si mesmo.

in L’Existentialisme est un Humanisme, Les Éditions Nagel, Paris, 1970, Jean-Paul Sartre (1905-1980)