26 de junho de 2007

Hable con ella

Dicen que por las noches
No más se le iba en puro llorar
Dicen que no comia
No mas se le iba en puro tomar
Juran que el mismo cielo
Se extremecia al oir su llanto
Como sufria por ella
Que hasta en su muerte la fue llamando

Ay, ay, ay, ay, ay
Cantaba
Ay, ay, ay, ay, ay
Gemia
Ay, ay, ay, ay, ay
Cantaba
De pasion mortal Moria

Que una paloma triste
Muy de mañana le va a cantar
A la casita sola
Con las puertitas de par en par
Juran que esa paloma
No es otra cosa mas que su alma
Que todavia la espera
A que regrese la desdichada
Cucurrucucu
Paloma
Cucurrucucu
No llores
Las piedras jamás
Paloma
Que van a saber
De amores

21 Grams

How many times do we die?... They say we all lose 21 grams... at the exact moment of our death.
Everyone.
And how much fits into 21 grams?... How much is lost?... When do we lose 21 grams?... How much goes with them?... How much is gained?... How much is gained?...
Twenty-one grams.
The weight of a stack of five nickels.
The weight of a hummingbird.
A chocolate bar.
How much did 21 grams weigh?

"Intervalo"


Ando com "formiguinhas" nas mãos para engatar a primeira, e nos pés para carregar no acelerador, para, no dia 28 de Junho às 23:30, me sentar na primeira mesa livre que encontrar na Tertúlia Castelense (isto, desde que recebi a newsletter, ainda no mês passado!!).
Perguntam vocês: "Mas porquê?"
Pois eu respondo que a causa de tal ansiedade é o espectáculo "Intervalo" , em que o criativo mágico e cómico Helder Guimarães, nos presenteia com os seus caricatos e hilariantes números de magia. Assisti ao "Incompleto - Parte I" e foi bem além das minhas expectativas. Fiquei particularmente admirada com o "à vontade" do artista e a sua grande capacidade de interacção com o público de uma forma dinâmica e no mínimo, encantadora. Agora imaginem... Não vou fazer (mais) publicidade porque os links aqui indicados, já o fazem (e muito bem). Apenas tenho a comunicar ao Sr. Helder Guimarães que me aguarde porque eu vou literalmente "sit back, relax and enjoy de show..."

25 de junho de 2007

My sweet Diva...

You made me leave my happy home
You took my love and now you're gone
Since I fell for you

Love brings such misery and pain
I guess I'll never be the same
Since I fell for you

It's so bad, It's so sad
I'm in love with you
You love me, then you snub me
But what can I do
I'm still in love with you

I guess I'll never see the light
I get the blues 'bout every night
Since I fell for you
Since I fell for you

"Since I Fell For You", Sugar in my Bowl, Nina Simone (1933-2003)

23 de junho de 2007

São João


...porque é que hoje não me deste um balão para eu brincar?...

I AM THE DOOR




Life...

...it's a sexually transmitted disease.

21 de junho de 2007

20 de junho de 2007

Seu Jorge "Cru"



Este é o cd"zaço" que me tem acompanhado na última semana. Com temas como "Fiore De La Citta", "Don't", "Sao Gonça", "Bola De Meia" e "Una Mujer ", as atribuladas viagens de um verdadeiro R5 tornam-se deliciosas e quanto mais duradouras, melhor! Isto porque, quando acaba um tema, o seguinte nunca se encaixa na secção "não me apetece ouvir esta agora...". O disco gira sempre e em perfeita rotação. Este é um senhor com uma voz incrível e cheia de personalidade, que transpira musicalidade e bem estar. Senhor que aspira à evolução do samba, que pretende "mostrar para onde o ritmo ainda pode seguir."

Maré de Sorte

foto by missEd


Ponto nr. 1 - Tive uma óptima proposta de emprego


Ponto nr. 2 - Ganhei ao jogo


Ponto nr. 3 - Não tenho ninguém, mas também não sofro por ninguém





Quando a esmola é grande, o pobre desconfia...


O que virá aí?...

17 de junho de 2007

Eco

foto by missEd

Queria apenas tentar viver aquilo que brotava espontaneamente de mim. Porque isso me era tão difícil?

Para relatar a história da minha vida, devo recuar alguns anos. Se me fosse possível, deveria retroceder ainda mais, à primeira infância, ou mais ainda, aos primórdios da minha ascendência.
Os poetas, quando escrevem novelas, costumam proceder como se fossem Deus e pudessem abranger com o olhar toda a história de uma vida humana, compreendendo-a e expondo-a como se o próprio Deus a relatasse, sem nenhum véu, revelando a cada instante a sua essência mais íntima.
Não posso agir assim, e os próprios poetas não o conseguem. A minha história é, no entanto, para mim, mais importante do que a de qualquer outro autor, pois é a minha própria história, e a de um homem – não a de um personagem inventado, possível ou inexistente em qualquer outra forma, mas a de um homem real, único e vivo.
Hoje sabe-se cada vez menos o que isso significa, o que seja um homem realmente vivo, e que se entrega à morte sob o fogo da metralha a milhares de homens, cada um dos quais constitui um ensaio único e precioso da Natureza. Se não passássemos de indivíduos isolados, se cada um de nós pudesse realmente ser varrido por uma bala de fuzil, não haveria sentido algum em relatar histórias.
Mas cada homem não é apenas ele mesmo; é também um ponto único, singularíssimo, sempre importante e peculiar, no qual os fenómenos do mundo se cruzam daquela forma uma só vez e nunca mais. Assim, a história de cada homem é essencial, eterna e divina, e cada homem, ao viver em alguma parte e cumprir os ditames da Natureza, é algo de maravilhoso e digno de toda a atenção. Em cada um dos seres humanos o espírito adquiriu forma, em cada um deles a criatura padece, em cada qual é crucificado um Redentor.
Poucos são hoje os que sabem o que seja um homem. Muitos o sentem, e por senti-lo, morrem mais aliviados, como eu próprio, se conseguir terminar este relato. Não creio ser um homem que saiba. Tenho sido sempre um homem que busca, mas já agora não busco mais nas estrelas e nos livros: começo a ouvir os ensinamentos que o meu sangue murmura em mim. Não é agradável a minha história, não é suave e harmoniosa como as histórias inventadas; sabe a insensatez e a confusão, a loucura e a sonho, como a vida de todos os homens que já não querem mais mentir a si mesmos.
A vida de todo o ser humano é um caminho em direcção a si mesmo, a tentativa de um caminho, o seguir de um simples rastro. Homem algum chegou a ser completamente ele mesmo; mas todos aspiram a sê-lo, uns obscura, outros mais claramente, cada qual como pode. Todos levam consigo, até ao fim, viscosidades e cascas de ovo de um mundo primitivo. Há os que não chegam jamais a ser homens, e continuam a ser rãs, esquilos ou formigas. Outros que são homens da cintura para cima e peixes da cintura para baixo. Mas, cada um deles é um impulso em direcção ao ser. Todos temos origens comuns: as mães; todos proviemos do mesmo abismo, mas cada um – resultado de uma tentativa ou de um impulso inicial – tende a seu próprio fim. Assim é que podemos entender-nos uns aos outros, mas somente a si mesmo pode cada um interpretar-se.

Herman Hesse (1877-1962), in “Demian”